Saiba como declarar seus investimentos no Imposto de Renda 2020

A dica é estar atento aos informes de rendimentos

Os brasileiros já estão na época de declarar o Imposto de Renda, o prazo era até o dia 30 de abril, mas com a pandemia do novo coronavírus a Receita Federal prorrogou a data limite por mais 60 dias. Para quem ainda não realizou a declaração, algumas dúvidas em relação aos investimentos podem surgir.

 

Existe uma lista ampla de investimentos e na hora de declarar, cada um tem suas particularidades. Contudo, o contribuinte que estiver atento aos informes de rendimento feitos pelos bancos e pelas instituições financeiras e nos campos corretos, não terá grande dificuldade.

Para começar, um investimento bastante utilizado pelos brasileiros é a poupança. De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 65% das pessoas que guardam dinheiro escolhem essa modalidade de renda fixa.

Neste caso, para declarar a poupança, o contribuinte precisa primeiro preencher o campo de bens e direitos, no item 41 tem a opção de poupança. Os rendimentos desta modalidade, apesar de serem isentos, precisam ser declarados, por isso, é necessário também preencher o campo de rendimentos isentos e não tributáveis e incluir o valor que essa poupança gerou. 

Os investimentos de LCI e LCA seguem a mesma lógica da poupança, também têm rendimentos isentos. Deve-se preencher o campo que considera isenção e o item 45, que é de renda fixa. O mesmo serve para os debêntures. 

O tesouro direto também será declarado na aba de bens e direitos. A diferença é que o rendimento dele é tributado, porém, o banco ou a instituição financeira já fizeram a retenção. O campo correto para declarar essas informações é o de rendimentos de tributação exclusiva.

Os CDB, RDB e LC seguem a mesma regra do tesouro direto: precisam ser declarados no item 45, aplicação em renda fixa. Já os rendimentos gerados vão para a aba de rendimentos tributados exclusivamente na fonte.

Uma dica importante é que para melhorar a organização, o contribuinte deve colocar na descrição o tipo de investimento e o banco correspondente. Isso auxilia com que você tenha um espelho dos bens que você possui e até ajuda na declaração do próximo ano. Deixe tudo bem detalhado na descrição. Além disso, abra uma aba diferente para cada rendimento. 

As ações, que são rendas variáveis, seguem regras um pouco diferentes das rendas fixas. As ações Day Trade, por exemplo, que são aquelas compradas e vendidas no mesmo dia, têm alíquota de 20% sob o valor de venda. Sendo assim, se o contribuinte pagou R$1 mil por uma ação e vendeu por R$ 2 mil, ele precisa pagar 20% da diferença.

Já as operações comuns têm uma isenção de até R$ 20 mil. Se em um mês, o contribuinte vendeu R$ 20 mil em ações, no mesmo CPF, não é necessário pagar imposto. Se foi acima, é preciso fazer o recolhimento.

As ações também precisam ser declaradas na aba de bens e direitos. E não se esqueça de sempre manter o custo da aquisição para preservar o histórico, independente se houve uma valorização ou desvalorização. Se as ações gerarem dividendos, também é necessário preencher o campo é rendimentos isentos e não tributáveis.

Já no caso dos fundos imobiliários, existe uma dinâmica diferente porque eles são classificados como renda variável, apesar de serem fundos. Independente do valor que você recebeu na hora da venda do fundo, você precisa pagar alíquota de 20% no imposto de renda. No preenchimento, esse fundo entra em bens e direitos. Além disso, os rendimentos de fundos imobiliários são isentos, como ainda não têm um campo específico, eles entram no item 26, outros. Na hora da venda, se você teve um ganho, não esquecer a tributação de 20% sob esse ganho. 

Por fim, existem o VGBL e o PGBL. O primeiro tem que ser declarado sim, o contribuinte vai incluir como bem o saldo de 31 de dezembro de 2018 e o saldo de 31 de dezembro de 2019. Já o PGBL não é considerado investimento, ele é considerado como uma aposentadoria, tem que ser incluído em pagamentos, vale lembrar que ele tem dedução de até 12% dos rendimentos tributáveis.  

Esse ano tem uma nova obrigatoriedade: inclusão do CNPJ das fontes pagadoras. Por isso, é importante realizar a declaração com toda a documentação do lado, pra conferir as informações exatamente como as instituições enviaram. Aproveite que ainda está em tempo, faça sua declaração e fique em dia com a Receita Federal.

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