Entenda as mudanças de hábitos de consumo durante a pandemia

Especialistas se perguntam se esses novos hábitos serão regras no futuro

É provável que você tenha mudado a sua maneira de consumir produtos durante a pandemia do novo coronavírus. Quais são as suas prioridades? Você tem comprado mais pela internet? O fato é que a sociedade tem caminhado para uma nova normalidade, não apenas de consumo, como também de modo de viver, em geral.

De acordo com o levantamento da empresa Nielsen, especializada em pesquisas de mercado, o comportamento do consumidor em meio a pandemia tende a passar por seis etapas principais que giram em torno das preocupações com a Covid-19.

A preocupação com a saúde se mostra presente, no primeiro passo, por exemplo, as pessoas tendem a fazer compras proativas para a saúde, que é a procura por produtos para a manutenção do bem-estar. No segundo passo, existe a gestão de saúde reativa, a prioridade neste passo são os produtos essenciais para a contenção do vírus e segurança pública. 

O estudo considera o terceiro passo a preparação da despensa, em que as pessoas se voltam para a compra de alimentos e, novamente, uma variedade de produtos de saúde. Já no quarto passo, a tendência é a preparação para a vida em distanciamento social, no qual aumentam as compras online e diminuem as idas à lojas. No quinto passo, percebe-se a vida restrita, em que o consumo de viagem e compras diminui e a preocupação dos consumidores é com o aumento do preço. Por último, é hora de viver uma nova normalidade, com a volta da rotina, mas agora com cuidado redobrado. 

No Brasil, os estados e as cidades vivem em etapas diferentes de consumo. São Paulo e Rio de Janeiro, que têm a maior incidência de casos, já estão chegando na etapa quatro, a vida em distanciamento. Já outros estados estão entre as etapas dois e três.

Produtos que mais compram

Houve um crescimento considerável na compra de alguns produtos que antes poderiam nem ser considerados de tanta importância no Brasil. As pessoas passaram a comprar mais antissépticos para mãos (623%), softwares (389%), filtros de ar (100%), álcool (85%), limpeza geral (58%), sabão líquido (33%), amaciantes (30%) e curativos (29%).

Outra países variaram e o crescimento foi maior de outros itens. Na Itália, por exemplo, a venda de enlatados animais aumentou 29%. No Canadá, os itens de primeiros socorros aumentaram 30%. Na Coréia do Sul o aumento foi de comidas instantâneas, aumento de 48%.

Projeções

A conclusão da pesquisa é que os consumidores podem aprender com a crise e desenvolver hábitos saudáveis relacionados à nutrição, saúde e saneamento. O consumo consciente, que já vinha sendo tão discutido, pode ser finalmente praticado por um número maior de pessoas. 

Cabe às marcas e empresas se adaptarem também às novas formas de consumo. O mundo mudou, é o momento de repensar e adaptar-se às transformações.

Tags: consumo

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