Conheça o vegetarianismo flex

Afinal, toda regra tem sua exceção

A tendência de diminuir o consumo de carne vem ganhando mais adeptos com o passar do tempo, segundo o IBOPE, o número de vegetarianos no Brasil praticamente dobrou em 6 anos e chegou à 29 milhões de pessoas em 2018. Contudo, para alguns pode ser difícil tirar a proteína animal de vez da vida, é aí que surgiram os vegetarianos flex ou flexitarianos, pessoas que diminuem o consumo, mas não abriram mão totalmente. 

São inúmeros os motivos que levam às pessoas a diminuírem o consumo de carne. Um dos principais é o cuidado com o meio ambiente. Atualmente, de acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), para produzir 1 quilo de carne, são gastos 15 mil litros de água, fora o desmatamento para a criação de superfícies de pastagens e os gases emitidos na atmosfera provocados pela flatulência do gado, cerca de 14,5%.

Outro argumento utilizado é sobre saúde, muitos nutricionistas consideram que a dieta com um consumo menor de carne é mais saudável. Em contrapartida, se a dieta não tiver a substituição correta, a falta de proteína animal pode causar sintomas ruins, como fadiga, dor muscular e queda de cabelo. Sendo assim, o flexitarianismo pode ser um meio termo, pois diminui os impactos da produção de carne em larga escala, mas também faz bem para a saúde.

O processo para ser flexitariano é simples, você não precisa seguir nenhuma regra específica, o único objetivo é diminuir o consumo. Existem pessoas que deixam de lado a carne bovina, mas comem peixe; outras comem carne apenas uma vez por semana; ainda tem gente que em casa não come proteínas e deixa para consumir na rua, como em churrascos de amigos. Cabe a você escolher a melhor opção que se aplica a sua rotina e suas necessidades.

A Sociedade Vegetariana Brasileira aceitou bem a ideia, segundo eles, qualquer iniciativa de diminuir o uso pode ser um bom passo. Eles têm até uma campanha que busca substituir a proteína animal pela vegetal. O programa se chama Segunda Sem Carne e algumas escolas públicas municipais e estaduais de São Paulo já até adotaram a ideia. A campanha existe em mais de 40 países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido, o cantor Paul McCartney é um dos principais apoiadores.

Existe também o Desafio 21 Dias Sem Carne, no site (http://desafio21diassemcarne.com.br/) é possível preencher uma ficha, obter informações e acompanhamento nutricional para se adaptar à nova dieta. Além disso, eles oferecem receitas e um guia vegetariano. Mais de 9 mil pessoas já aceitaram o desafio.

Algumas pessoas têm resistência à mudar a dieta pois alegam que a comida sem carne tem menos sabor, contudo, as receitas podem ser bastante saborosas e práticas. Você pode também adaptar as receitas tradicionais fazendo as devidas substituições, um strogonoff pode ser realizado com cogumelos, uma paella com vegetais e por aí vai.

Se você ficou interessado no vegetarianismo flex, a Internet e grupos vegetarianos dão todo o suporte para começar. Basta se permitir a ter uma vida mais saudável.

 

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